Ars longa, vita brevis

 

A cor, as cores....

Creio não haver nada mais nobre, no mundo das cores, que o preto e branco.

O contraste, a pureza e a resolução são inerentes, pessoais, definitivas.

Passei do preto e branco para as cores, como talvez tenha passado uma mãe durante um difícil parto...mas passei.

Hoje, não consigo enxergar mais a sombra como preto e a luz como branco. Muitas cores são sombras, outras tantas são luz e todas são preto, todas são branco.

Meu trabalho atual, cavalga as cores, tentando doma–las mas, tenho certeza, nunca serei mais que um razoável ginete.

Procuro, na maioria das vezes, iniciar o trabalho tirando uma foto da cena pretendida. Após ter digitalizado a foto, trabalho na mesma usando impressão em papel. Não utilizo nenhum software, somente papel, lápis e borracha. Após vários estudos, passo nanquim no esboço a ser pintado e o transfiro para a tela através de retroprojetor. Dai pra frente, após ter frisado as linhas principais, as cores são inseridas comandadas pela razão e pelo coração, sempre do claro para o escuro, sempre numa eterna disputa.